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quarta-feira, 5 de junho de 2013

Com a palavra: Aílton Araújo



...dos absurdos

        Aílton Araújo



Arte: @antoniosiqueira








   





   





     Conseguir ingressos para visitar o Cristo Redentor,
virou uma tarefa para cruciferário.
O gênio Rodrigo Bethlem,que de santo não tem
nada,conseguiu transformar um dos maiores pontos
turístico do mundo,numa zona total.
A observância das leis é o prato prediléto
desse governo de mauricinhos da Barra
da Tijuca.

     Rodrigo e Eduardo Paes,
são criação do cientista louco César Maia,
que já entrou num açougue e pediu
um picolé. O desperdício de factoide é o tema
da gestão Eduardo Paes.

     Penso que até a copa do mundo
ele vai entrar com um projeto transferindo o pão de açucar
para a serra do Mendanha.
   
     Quanto ao Cristo: ele continua lá,com os braços abertos,
abençoando a cidade maravilhosa, apesar desse monte
de Mequetrefes...


quinta-feira, 26 de abril de 2012


A Ética que nunca nasceu

   Por Antonio Siqueira



   
















     

      Definitivamente... Que assim seja, é o que espero: Não existem BOAS INTENÇÕES quando o assunto é POLÍTICA! A verve de cada um é cruel demais aos olhos mortais comuns. A partir de um documentário produzido pelo pessoal do João Moreira Salles, vazou esta “preciosidade”. Politicagem à moda antiga, ou seja, bem aos moldes maquiavélicos do Novo PT.

     Como perguntara Caetano numa canção aparentemente despretensiosa que homenageava sua antiga banda, ou melhor, sua “A Outra Banda da Terra” que o acompanhou nas décadas de 70 e 80: “Brasil, mas quem pariu tal gente?”. NÓS PARIMOS! Somos os culpados hediondos por esta cafajestada ainda infestar as instituições do nosso país, doa a quem doer.

      Este vídeo foi-me enviado via e-mail por um jornalista amigo e combativo há exatamente 4 anos, depois virou febre em mensagens em massa. Vasculhando meus arquivos mais antigos, o reencontrei. Jeremias escreveria em certa feita: "Assim diz o SENHOR: Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do SENHOR!" (Jeremias 17 : 5). Isso seria um conselho de Deus para com a humanidade. Se confiarmos em planos humanos estaremos virando as costas para os planos de Deus e suscetíveis à corrupção dos infiéis.
Malditos somos todos nós que elegemos esses vermes. Que Deus nos proteja desses canalhas!


Não se deve confiar em calhordas




terça-feira, 22 de novembro de 2011

zapeando

Stella

Se existe uma despesa da qual não abro mão é o pagamento mensal de minha tv por assinatura, muitos dos filmes que passam no circuito estrangeiro e alternativo e que eu não consigo assistir, invariavelmente chegam às telas através da tv paga.

Gravo todos e me programo para assisti-los aos finais de semana, o que me rende momentos de muita diversão e aprendizado, porque é fora dos grandes circuitos dos filmes comerciais que garimpamos verdadeiras jóias culturais, assim entendidas por outras línguas, outros costumes e gente interessantíssima.

Semanas atrás me prendeu a atenção, do começo ao fim, um belíssimo e delicado filme francês, cujo título leva o nome da protagonista, uma menina transitando entre a pré-adolescência e a adolescência. E não, não se trata de mais um daqueles filmes escolares, com cenários em shoppings e lanchonetes, entre baladinhas e celulares. A década é a de 70, com pôster de Alain Delon pregado na parede do quarto da protagonista e músicas francesas gostosíssimas.

Stella é uma menina em adequação, mutante, como todas de sua idade e sua (aparente, vejam bem) rebeldia faz um contraponto interessante à rigidez do colégio em que estuda. Mas Stella é, também, surpreendentemente madura ao lidar com os frequentadores do bar meia-boca de propriedade de seus pais, um casal maluco e passional.

Stella é uma garota deliciosa que ganha força com a interpretação da atriz Léora Bárbara; aliás, o elenco todo é ótimo, com destaque para o ator Guillaume Depardieu, morto precocemente aos 37 anos, um mês antes da estréia de Stella. Guillaume, nesse filme, interpreta um dos frequentadores do bar e dispensa à menina um tratamento carinhoso, quase paternal, bonito de ver. Ressalte-se que o bar e seus frequentadores poderiam compor perfeitamente um outro filme, mas é nesse que estão, e tá tudo bem, porque tudo se integra em rica harmonia.

Destaque à parte e, primordial, em minha opinião, é a direção competente de Sylvie Verheyde, responsável também pelo roteiro. Falar nisso, Stella é a Sylvie garota.

E mais eu não conto pra não correr o risco de estragar as deliciosas andanças da protagonista, que perambula o tempo todo entre a vontade de ser aceita e as descobertas comoventes que, suponho, acabaram por transformar definitivamente sua vida.

Portanto, para quem quiser assistir, fica aí a dica de um excelente filme.

Ficha técnica:
Título original: (Stella)
Lançamento: 2008 (França)
Direção: Sylvie Verheyde
Atores: Léora Barbara, Mélissa Rodriguez, Laëtitia Guerard, Karole Rocher.
Duração: 103 min
Gênero: Drama



mariza lourenço

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Surdos escravos cegos que não sabem gritar
Por Silvia Schroeder

De Londrina



 “é o homem inteiro que é condicionado ao comportamento produtivo pela organização do trabalho, e fora da fábrica ele conserva a mesma pele e a mesma cabeça.
Cristophe Dejours


Tratava-se de um programa do Discovery Channel que instruía os telespectadores nas melhores técnicas de sobrevivências nas áreas tensas e não urbanas da Irlanda. O maluco explicava – e demonstrava empiricamente – que se encontra disponível na natureza as ferramentas essenciais para se manter vivo. Tudo em diversas formas, cores, modelos e sabores.

A seguir, veio o intervalo tal qual um ardido tapa na cara. Se por um lado somos animais capazes de usar a inteligência para encontrar meios alternativos, nas prateleiras do natural gratuito, para dar continuidade à nossa existência, por outro lado somos capazes de perder tempo a) inventando,  b) produzindo, c) agregando valor e fazendo propaganda de uma escova de cabelo que gira freneticamente e derrete o couro cabeludo para deixar a sujeita linda para um jantar ou em alto estilo para um encontro de última hora. É uma pena que tal utensílio não estimule o processo da neurogênese.

Este abismo ridículo, entre o que somos e o que fingimos ser, exibido de forma tão óbvia em um meio de comunicação em massa e alienante imediatamente me lembrou um sério questionamento que meu irmão mais velho me fazia quando andava distraída: “Você é boba ou quer um milhão”?

A sociedade humana se tornou um burro de carga com uma vara de pescar presa nas costas que segura uma cenoura que jamais será alcançada. Tornamo-nos bobos e inocentemente acreditamos que alcançaremos o um milhão.

O que eu pretendo dizer, deixando TODAS as metáforas de lado, é que nos tornamos os escravos mais idiotas que já pisaram neste grão de areia suspenso em um feixe de luz que pomposamente chamamos de Planeta Terra.

Uma pequena classe dominante construiu um exército de escravos cegos, surdos, mudos e amedrontados e lhes tirou toda a noção de sua própria alienação.

Se tivéssemos uma parcela de consciência de nossa servidão, correríamos feitos loucos atrás de um pedaço de papel? Papel, este, que só tem valor por consentimento de todos os escravos e que nunca será em quantia suficiente para uma carta de alforria.

Caso notássemos claramente o quanto não mais nos pertencemos, concordaríamos em nos vendermos diariamente em um trabalho maçante e repetitivo?

Iríamos simplesmente nascer e crescer de cabeça baixa apenas para produzir e consumir sem critérios de real necessidade?

Obedecemos sem saber por que o fazemos. Voluntariamo-nos para esta vida terrível e cremos piamente que não há alternativas para outra forma de configuração social. Jura? Orgulhamo-nos tanto de nossa evolução social e assumimos que está bom para todo mundo. A verdade está no extremo oposto desta afirmação.

Sinceramente não me importará que digam que se trata de uma revolta típica da juventude, pois a resposta virá com um triste pesar: minha geração tem preocupações mais sérias do que a condição humana como, por exemplo, o status que lhes trarão uma calcinha bege cravada de diamantes africanos recolhido por um minerador europeu com um olho diferente do outro – ainda que Bowie cantasse a eles antes de dormir...

Espero, igualmente, que jamais morra em mim a indignação frente à maldade que impetram a tantos seres humanos, condenando-os à fome, ao frio e a humilhação. E que jamais esqueça que o que nos dizem felicidade é apenas um osso roído jogado para nós debaixo da mesa.

Não sou marxista, comunista, capitalista ou malabarista, desejo apenas que a hipocrisia de que este é o mundo ideal seja deixada de lado, no mínimo e apenas para começar.

Mas no fim das contas, se tudo der errado e zumbis fundamentalistas do oriente tretarem com zumbis fundamentalistas arrogantes do ocidente, eu corro para as colinas e faço uma fogueira usando dois gravetinhos.