Caríssimo Antônio e todos os queridos colaboradores do Politicas & Afins
Como bem sabes, ando assoberbado com as minhas atividades profissionais, que atualmente vem consumindo boa parte do nosso exíguo tempo. Aliás, Por falar em tempo, há décadas venho insistindo na idéia de que é preciso investir na educação do povo. Parece um pensar pueril, idealista, redundante. Mas não é caro amigo. Quando se fala em educação é preciso remeter-se à formação geral do indivíduo, e a partir de então, contagiar todo o tecido social, tornando a unidade deste corpo capaz de abstrair e elaborar melhor os inevitáveis conflitos que pairam sobre nossas vidas. Sim, digo nossas vidas, porque ninguém da educação que recebe escapa, seja ela de boa ou de má qualidade.
No entanto é preciso evitar monitorá-la em termos apenas quantitativos, mas por seu complexo legado que dotarão a esta incipiente civilização brasileira, os componentes que poderiam forjar um verdadeiro “sentimento de nós”, como diriam os sociólogos. Valores estes que formaram nações que completaram o processo tecnológico em diversos países centralmente localizados, diminuindo em certo sentido, o fosso presente nas relações de capital e trabalho. Aliás, a mais-valia aqui na periferia do mundo capitalista é por demais perversa. Por falar em sociólogos, não poderia deixar de falar [mal] do ex-professor e ex-presidente FHC. Este homem tivera sido um dos maiores responsáveis pela adulteração do “combustível intelectual” genuinamente brasileiro, generosamente doado por gentlemens como Paulo Freire e Darcy Ribeiro. Tudo em nome de seu pedante projeto pessoal e subserviente ao que se convencionou denominar Consenso de Washington: um grupo de alienados americanistas (do norte), que prescreveram para a América Latina, o estado mínimo; um ideário seguido à risca pelos chefes de Estado de todo resto deste rico e cobiçado continente.
Assim, a educação, a saúde, a habitação e em certa medida a própria segurança pública, foram duramente preteridas da agenda programática dos sucessivos governos tucanos e dos seus asseclas (DEM/PPS, ETC.), em parte dos estados e municípios brasileiros, que aplicaram o mínimo possível de recursos na educação básica. Resultado: analfabetismo funcional, evasão escolar crônica por cerca de três décadas, violências e violações de uma forma geral, intolerâncias... Numa palavra, barbárie. E em convívio imediato e direto com os ditos “civilizados”. Pergunta-se: Aonde vamos parar? Para onde iremos desse jeito? Que país é este?
Três questões elucubradas pelo meu ambivalente senso comum, na minha sofrida psique, há pelo menos quarenta anos.
Nos os próximos trinta ou sessenta, sabe lá, comporemos alguns axiomas eternamente editados pela espécie humana: De onde viemos? Quem somos? Para onde vamos? Arrisco tais proposituras por amor à minha espécie e tolerância aos infiéis. Afinal até mesmo no dito primeiro mundo (expressão em desuso, desde o fim do socialismo real e da queda do muro de Berlin, em 1989), paira a ausência de amor e sentimentos, diria, mais nobres... como “amor ao próximo”...olha eu tergiversando outra vez. Não adianta, sou irremediavelmente romântico, querido Antônio Siqueira, mesmo após aquele famigerado episódio do cruzado norueguês... lembra?
Portanto não é de hoje que ouvimos falar que o “Brasil é um gigante adormecido”, “um país que vai pra frente”. Cadê esse dia que nunca chega?! Outra pergunta que não quer calar: Cadê o dinheiro do “Criança Esperança”? Calma, gente... estou só brincando de ser ingênuo...afinal, como diria o vendido (ou comprado), sei lá, do Arlindo Cruz, “isso é globalização”. Ou seria alienação? Falta de educação. de instrução...de compreensão...ou lá o que seja.
Abisai Leite
Professor de História SEEDUC-RJ
* Extensivo aos, também, queridos colaboradores: Mariza Lourenço, Luis Junior, Alice Nagai, Luiz Felipe Leite e Silvia Schroeder.
No entanto é preciso evitar monitorá-la em termos apenas quantitativos, mas por seu complexo legado que dotarão a esta incipiente civilização brasileira, os componentes que poderiam forjar um verdadeiro “sentimento de nós”, como diriam os sociólogos. Valores estes que formaram nações que completaram o processo tecnológico em diversos países centralmente localizados, diminuindo em certo sentido, o fosso presente nas relações de capital e trabalho. Aliás, a mais-valia aqui na periferia do mundo capitalista é por demais perversa. Por falar em sociólogos, não poderia deixar de falar [mal] do ex-professor e ex-presidente FHC. Este homem tivera sido um dos maiores responsáveis pela adulteração do “combustível intelectual” genuinamente brasileiro, generosamente doado por gentlemens como Paulo Freire e Darcy Ribeiro. Tudo em nome de seu pedante projeto pessoal e subserviente ao que se convencionou denominar Consenso de Washington: um grupo de alienados americanistas (do norte), que prescreveram para a América Latina, o estado mínimo; um ideário seguido à risca pelos chefes de Estado de todo resto deste rico e cobiçado continente.
Assim, a educação, a saúde, a habitação e em certa medida a própria segurança pública, foram duramente preteridas da agenda programática dos sucessivos governos tucanos e dos seus asseclas (DEM/PPS, ETC.), em parte dos estados e municípios brasileiros, que aplicaram o mínimo possível de recursos na educação básica. Resultado: analfabetismo funcional, evasão escolar crônica por cerca de três décadas, violências e violações de uma forma geral, intolerâncias... Numa palavra, barbárie. E em convívio imediato e direto com os ditos “civilizados”. Pergunta-se: Aonde vamos parar? Para onde iremos desse jeito? Que país é este?
Três questões elucubradas pelo meu ambivalente senso comum, na minha sofrida psique, há pelo menos quarenta anos.
Nos os próximos trinta ou sessenta, sabe lá, comporemos alguns axiomas eternamente editados pela espécie humana: De onde viemos? Quem somos? Para onde vamos? Arrisco tais proposituras por amor à minha espécie e tolerância aos infiéis. Afinal até mesmo no dito primeiro mundo (expressão em desuso, desde o fim do socialismo real e da queda do muro de Berlin, em 1989), paira a ausência de amor e sentimentos, diria, mais nobres... como “amor ao próximo”...olha eu tergiversando outra vez. Não adianta, sou irremediavelmente romântico, querido Antônio Siqueira, mesmo após aquele famigerado episódio do cruzado norueguês... lembra?
Portanto não é de hoje que ouvimos falar que o “Brasil é um gigante adormecido”, “um país que vai pra frente”. Cadê esse dia que nunca chega?! Outra pergunta que não quer calar: Cadê o dinheiro do “Criança Esperança”? Calma, gente... estou só brincando de ser ingênuo...afinal, como diria o vendido (ou comprado), sei lá, do Arlindo Cruz, “isso é globalização”. Ou seria alienação? Falta de educação. de instrução...de compreensão...ou lá o que seja.
Abisai Leite
Professor de História SEEDUC-RJ
* Extensivo aos, também, queridos colaboradores: Mariza Lourenço, Luis Junior, Alice Nagai, Luiz Felipe Leite e Silvia Schroeder.






