quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Passo Piraju é barbárie consentida pela FUNAI



ATENÇÃO: PEDRO RIOS LEÃO, ÚNICA TESTEMUNHA NÃO INDÍGENA NA ALDEIA DE MATO PIRAJU DENUNCIA O ESTUPRO DE UMA ÍNDIA POR HOMENS NO CARRO DO PREFEITO IGUATEMI


"NOTICIAS DO MS....

Pedro Rios Leão
"Opa, desculpa sumida. Estou imerso há 3 dias na aldeia de Passo Piraju, sou o único branco no lugar e não consegui acessar a internet, estou tentando conseguir uma antena para estender meu contato até lá. O clima é muito tenso, o despejo foi decretado. Sexta feira, enquanto o latifundiário Gino Ferreira, ex-vereador, cobrava o despejo, uma índia em pielyto kwe foi espancada e violentada enquanto transitava para fora da aldeia. Ela estava em um carro com outros índigenas e foi a única que não conseguiu escapar. A caminhonete que interceptou o carro pertence ao Zé Roberto, prefeito da cidade de Iguatemi.
O deputado Fernando Gabeira esteve em Dourados e queria visitar Passo Piraju e Pielyto Kwe, foi impedido pela própria FUNAI que também impediu que as lideranças indígenas chegassem perto do deputado.
O clima é de barbárie total e a minha presença incomoda e muito os fazendeiros.
Ah, e os pistoleiros não são meros capangas de fazendeiros, são empresas de segurança privada barbarizando com a constituição e assassinando os índios a sangue frio com as bençãos da polícia civil, muitas vezes com livre acesso a todos os terrenos por usar viaturas da polícia civil. Empresas como SEPRIVA e GASP. Eu estou trabalhando muito junto a aldeia e não tenho mais como articular com o pessoal de fora, mas por favor, não deixem de trabalhar. Está muito muito obscura a situação no mato grosso do sul. A FORÇA NACIONAL TEM QUE REMOVER OS FAZENDEIROS DO TERRITÓRIO INDÍGENA.

Consegui analisar alguns documentos, entendo a urgência que muitos que me acompanham esperam mas a informação necessária é simples: está acontecendo um massacre, e nem a demarcação resolve, porque os fazendeiros não cumprem, matam, estupram, roubam, aterrorizam, e não são punidos, e a própria FUNAI tenta encobrir os absurdos. O governo federal tem que mandar proteção urgente para os índios e mesmo a minha vida corre risco enquanto eu estiver aqui registrando.

É preciso que continue a se forçar uma atitude do governo federal, que na era Lula deixou matar bem mais lideranças indígenas do que no governo do nefasto FHC. (podem pesquisar, eu juro que não é implicância minha) Assim como na reforma agrária foi mais latifundiário que os Tucanos. Esse é o preço da parceria com Sarneys e Barbalhos. Eu peço, para a própria base petista, para que tome uma providência. Que peça ação urgente por dentro do partido.

E amigos, não me deixem ser o único "Caraí" no fogo cruzado. Pressionem os jornalistas, os deputados, quem puder. Está assustador. Se acontecer alguma coisa comigo, a culpa é do PT."
Enviado por Pedro Rios Leao.

Pedro é um dos membros efetivos do Tribunal Popular....ele é mais um dos TPs ameaçados por tentar defender os direitos constitucionais dos arts 5°, 231 e 232 da nossa carta magna...."


quinta-feira, 26 de abril de 2012


A Ética que nunca nasceu

   Por Antonio Siqueira



   
















     

      Definitivamente... Que assim seja, é o que espero: Não existem BOAS INTENÇÕES quando o assunto é POLÍTICA! A verve de cada um é cruel demais aos olhos mortais comuns. A partir de um documentário produzido pelo pessoal do João Moreira Salles, vazou esta “preciosidade”. Politicagem à moda antiga, ou seja, bem aos moldes maquiavélicos do Novo PT.

     Como perguntara Caetano numa canção aparentemente despretensiosa que homenageava sua antiga banda, ou melhor, sua “A Outra Banda da Terra” que o acompanhou nas décadas de 70 e 80: “Brasil, mas quem pariu tal gente?”. NÓS PARIMOS! Somos os culpados hediondos por esta cafajestada ainda infestar as instituições do nosso país, doa a quem doer.

      Este vídeo foi-me enviado via e-mail por um jornalista amigo e combativo há exatamente 4 anos, depois virou febre em mensagens em massa. Vasculhando meus arquivos mais antigos, o reencontrei. Jeremias escreveria em certa feita: "Assim diz o SENHOR: Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do SENHOR!" (Jeremias 17 : 5). Isso seria um conselho de Deus para com a humanidade. Se confiarmos em planos humanos estaremos virando as costas para os planos de Deus e suscetíveis à corrupção dos infiéis.
Malditos somos todos nós que elegemos esses vermes. Que Deus nos proteja desses canalhas!


Não se deve confiar em calhordas




domingo, 1 de abril de 2012

Considerações sobre o bullyng e homofobia no Brasil


Preconceito
        Essa situação será sempre muito complicada para qualquer agente público (ou privado) atuante em secretarias de educação, delegacias de polícia, ministérios públicos, Itamaraty, Casa (s) Civil (is), parlamentos municipais e estaduais, Congresso e Senado Federal brasileiro. Espinhoso demais, pelo fato de sermos um país recalcado, pouco instruído, inculto, precipuamente preconceituoso, historicamente influenciado pela "opinião publica 'externa' " (efeito demonstração) e constituído de uma elite mal-resolvida [sexualmente, diria].

     Em países já evoluídos (cientificamente), estes temas sequer são citados. A própria formação dos cidadãos já dão contas da problemática, pois a casuística empregada já considera variantes da percepção humana diante das diferenças comportamentais, do ponto de vista religioso, por exemplo. Quando se sedimentam ideias  pré-concebidas acerca da práxis individual, carreia-se para o campo das digressões teóricas e"empurram com a barriga" até que a própria cultura política dos grupos envolvidos resolvam o conflito (ou não!).  Há de fato o compromisso diante do ideário cultivado pelo cientificamente aceito e certa devoção ao senso crítico acerca da opinião alheia, respeitada a moralidade e o contencioso entre os grupos. Ironicamente, esses expedientes e concepções teóricas estão presentes nos trabalhos do [antropólogo] funcionalista Darcy Ribeiro, a partir e estudos realizados nas tribos indígenas Brasileiras e em obras de natureza semelhante escritas por Guilles Deleuse e Félix Guatarry (O Anti-Édpo), aplicados pari passu nos apontamentos das unidades escolares da Educação básica francesa, por exemplo.


Covardia
   Jamais ocupam palanques com proposituras que não estejam na ordem do dia, ou seja, que seja considerada relevante para a estratégia adotada pelos Estados para a edição de medidas de controle sociocultural onde as mídias desempenham papeis decisivos. Em outras palavras: Essas sociedades "estudam" ética e cidadania com os ingredientes disciplinadores da estética comportamental e dos fundamentos filosóficos que norteiam a condução da própria vida comunitária (sentimento de nós). Aqui faltam, por exemplo, estudos sobre Filosofia, extirpado do Curriculo pela Lei 9394/96, pelo ex-professor FHC, infelizmente.

 
                 Agora tornou-se inevitável os reflexos desta verborragia emanada pelas recalcadas minorias, e que, despertará a ambiência fronteriça presente em todos nós judeus e cristãos (principalmente). Ainda bem que me julgo ecumênico. Aceito a todos os credos e opções, incluindo a sexual. Se começarmos agora uma campanha reeducadora da sociedade a partir das crianças, nas próximas três décadas teremos outra pauta e não precisaremos falar de um assunto intangível como esse.
Boa sorte aos homens de boa vontade e aos infelizes professores do Brasil.

          Por Abisai Leite – Professor SEEDUC-RJ

domingo, 25 de março de 2012

A corrupção está no DNA do indivíduo


O que fizeram com Vera Cruz?
   Por Antonio Siqueira


@image_Guto_Cassiano

   















        




      Cabe a pergunta do titulo deste texto? Mesmo numa linguagem retro, obviamente que sim, principalmente quando nela é parafraseada uma das letras mais emblemáticas da MPB moderna; Vera Cruz está nas mãos de usurpadores profissionais. A reputação do Brasil vem sendo esculhambada de uma forma tão vil neste começo de milênio que, provavelmente, deve deixar a imensa maioria dos cientistas sociais sem eira nem beira. Violência urbana, violência doméstica, violência ciber-virtual (a mais nova modalidade de crueldade ao alheio), corrupção em todos os setores e uma falta de perspectivas existenciais numa juventude fadada ao abandono ideológico. Almas como as de Darcy Ribeiro, Nelson Freire, Milton Santos e até o mítico Ruy Barbosa devem padecer de um dilema astral de dar dó. O que somos perante o mundo? O país do “jeitinho”? ... Das licitações de cartas marcadas? Do abominável Mensalão? Da “corrupção genealógica”? A questão, repito, vai além de um moralismo social arrogante e pretensioso; essa maldição indissolúvel tornou-se sólida, ganhando contornos de hereditariedade. É pátrio e comunga com um sistema judiciário que paternaliza a desgraça quando o exemplo vem de cima, quando advêm dos escalões ditos superiores, até os “pobres diabos” que compram a preço de banana outros não menos pobres diabos do serviço publico, como nesse escândalo denunciado por importante Rede de TV, a “Mother Globe”. Provavelmente, a serviço do que apenas sempre interessou a ela mesma, mas que mesmo assim, acaba exteriorizando as chagas mais profundas do sistema vigente.

       Licitações de cartas marcadas não são novidades aqui no Rio de Janeiro, tampouco em outros Estados da Federação. Arrepia-me só de pensar o que não acontece na Brasília (DF) de Joaquim Roriz e outros vermes que o antecederam e o precedem. O que indigna é o escárnio com que os representantes dessas empresas nojentas tratam o tesouro publico, isto é: o seu dinheiro. Não perderei nosso precioso tempo transcrevendo aqui os diálogos daquelas negociações, tampouco o que dizia àquela “piriguete” roliça e quimicamente loira que representava uma das empresas. A verdade é que, novidades ou não, é hora de encarcerar essa camarilha de vampiros do dinheiro público, fiscalizar com rigor e prestar esclarecimentos conclusivos à sociedade. O esquema é de máfia, pois os indiciados nestes inquéritos não concordaram com a delação premiada; entende-se que tanto esses funcionários públicos da Federação Fluminense, quanto os da Receita Federal formam uma quadrilha temida por estes empresários e seus paus mandados. Gente que mata! O curioso é constatarmos que pagamos com nossos impostos e com o suor de nosso trabalho, os robustos salários de algumas centenas de canalhas criminosos e concursados dos serviços públicos Estaduais e Federais.

       A cartilha que vêm de cima é perfeita. No país em que o Mensalão é visto e defendido como medida moral para se governar, pode-se esperar qualquer absurdo. Chegará o tempo em que teremos o manual do corrupto para iniciantes e afins ou apostilas ensinando o seu filho como agir de uma forma que não lhe envergonhe em nome da boa moral. A “Lei de Gerson” é uma realidade. Pobre do “canhotinha” que deu uma bobeira tremenda naquele infeliz comercial de TV, expondo sua condição de fumante de um cigarro vagabundo e que lhe rendeu este fardo eterno.

       O Iluminismo trazia um célebre pensamento: “O poder emana do povo.” A queda da Bastilha foi o símbolo da derrubada do poder monárquico-absolutista na Europa e a reação popular conduziu uma luta sem precedentes contra as velhas classes sociais que dominavam a sociedade francesa do Ancien Régime. A revolução foi a maior da historia das grandes civilizações e as suas conseqüências não se limitaram aos limites geográficos do velho continente. Com ela assumia o poder a burguesia, um pouco diferente desta que aí está. Foi a classe que criou um dos mais poderosos sistemas econômicos da Historia: O capitalismo industrial e trazia consigo um lema imortal, mas que se transformou aos poucos em utopia: Igualdade, liberdade, fraternidade. Com elas, novas classes sociais surgiram na Historia do planeta. E é aí que humanidade exercita o seu dom destrutivo para aniquilar grandes ideais. Foi assim com o Cristianismo (principalmente o arcaico), o Luteranismo da Contrarreforma, o Calvinismo, o Comunismo, dentre outros movimentos que, em meio a tantos “ismos”, acabaram gerando outros “filhotes bastardos” do ideal humano e existencialista: O Isolacionismo e o Egoísmo.

       O povo brasileiro desconhece a sua força e a sociedade se corrompe conscientemente, emaranhada numa mediocridade que só nos resta lamentar. Como o burro diante da cenoura, caminhamos caoticamente à tribulação final. Que o Criador tenha compaixão destas almas.


arte: guto cassiano


segunda-feira, 5 de março de 2012

Liberdade condicional e outros ‘bichos’

Enquanto os juizes adormecem, os bretões agonizam
Antônio Siqueira




@image_paulo_caruso
Quase sempre quando inicio um artigo  ou qualquer tipo de texto destinado aos espaços em que os publico, vem àquela impressão de que a perda de tempo é certa e inevitável e que eu poderia estar fazendo outras coisas bem mais prazerosas. Só que o prazer de observar o resultado suplanta a primeira impressão e a sensação é de relaxamento total. É como se eu estivesse tirando um saco de cimento dos ombros e jogando em cima da hipocrisia vigente, esmagando um pouco do marasmo que se impõe no nosso habitat. O planeta terra anda precisando, mais do que nunca, de alguns revoltosos, não de “vendedores de indulgencias”.

      Hoje estou fugindo da minha linha de comunicação e escrevendo de uma forma bastante confessional. Uma auto-inquisição, pois sempre achei uma tremenda viadagem essa linha, digamos: “Hoje comi quiabo com manga e tive uma piriri dos diabos”; Mas fazer o quê diante do apelo da alma primitiva? Confesso; Ninguém merece!

     Não entendi a explicação dada pela juíza que libertou o infeliz que estuprou e assaltou em diversos ônibus na Cidade do Rio de Janeiro. Ela seguiu as determinações legais, e disse que a promotoria apelaria, caso ela negasse liberdade ao bandido, e ele seria solto do mesmo jeito. A juíza não tem que ficar preocupada com o que a promotoria fará, ela deve sim, questionar o errado e fazer o certo. Os terceiros que façam o que quiserem.

     Uma garota de 12 anos foi estuprada num desses ônibus no Jardim Botânico, os passageiros disseram não ter percebido. Não vou comentar esse absurdo, pois a consciência de quem assistiu passivamente deve estar em chamas nesse momento. A grande maioria do povão gosta mesmo é de soltar os bichos nas arquibancadas em dia de clássico ou no Twitter e no Facebook discutindo titicas; Mas esse povo é caso perdido. O que precisa ser revisto e com certa urgência são as LEIS! O criminoso, como dito acima estava em liberdade condicional, concedida pela juíza “Maria vai com as outras”. Como a tal juíza, existem outras centenas de magistrados dorminhocos que ganham muito bem para deixar as ruas mais inseguras e a sociedade ao deus dará e isso deveria colocar em discussão o benefício recebido pelo verme em questão. Se um criminoso é condenado há 10 anos de prisão, ele deve cumprir toda a pena e ponto final. Isto, sim, é justiça! A União tem despesas demais, todos sabem. Um preso custa bem mais caro que um aluno da rede pública, não é mesmo? Cuidem melhor da educação e a população carcerária diminuirá sensivelmente.


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             Quando o Governo quer melar uma investigação, forma uma Comissão Parlamentar de Inquéritos. Pois bem, duas comissões do Senado vão discutir o acidente na Base Antártica. Desde 2006 militares se queixam sobre a falta de investimentos na base, que funcionava, graças a eles, os militares, e pesquisadores que muitas vezes geravam recursos no fim do mundo para que o projeto seguisse em frente. Agora, Dilma e o ministro Valdir Raupp lamentam as perdas e se prontificam a reconstruir uma base melhor. As perdas materiais serão repostas e talvez otimizadas, as humanas não.

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     Os ingleses começaram 2012 com o orgulho ferido por assistirem o PIB do Brasil ultrapassar o da Gran Bretanha e o grande “vira-lata” assumir a quinta colocação no ranking mundial das economias. Os decadentes da vez disseram que a renda per capta do Brasil de 12 mil dólares anuais jamais atingirá os 40 mil dólares anuais dos ingleses, que as estatísticas estão erradas e tendenciosas (diga-se de passagem, que o instituto que pesquisou estes números é britânico) e outras chorumélas. O que os ingleses e o resto do G8 não perceberam é que a nossa ascensão é fruto da incompetência deles próprios.

     O prazer me chama... Boa noite!


Charge: Paulo Caruso


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Aos mestres, com carinho!


Por Abisaí Leite - do Rio de Janeiro

   Só uma mobilização NACIONAL DE PROFESSORES trará algum resultado prático nas políticas públicas para a Educação brasileira. Aliás, esse "negócio" (EM LATIM "NEGAR O OCIO") de descentralismo político num país ainda não "ocupado" integralmente pelas "forças sociais", só elitizam (no mau sentido) os debates plurais acerca de temas centrais.

   Sugiro os comentários constantes de clássicas obras, como a de autoria do historiador Luis Mir (Guerra Civil: Estado e Trauma) e a do Phd em História Social, membro da Academia de Letras e Decano da UFRJ José Murilo de Carvalho (Formação das Almas). Ou ainda da importante aula de Política, postada no Portal Transparência Brasil (da Fundação Perseu Abramo) com o também Historiador Marcos Guimarães Sanches, sobre o “15 de Novembro”. Em outras palavras: o Brasil transformou-se num "grande laboratório" para os aventureiros de hoje. Os "aproveitadores" desse profícuo cenário, a classe política, estão "adorando"(...) mentecaptos que são, pois o "tiro vai acabar saindo pela culatra, outra vez". Lamentável.

   A barbárie brasileira já está se desenhando e as maiores vitimas serão a própria "elite" tupiniquim. Os temas espinhosos estão sendo “empurrados” à toque de caixa nas últimas décadas no Brasil, já repararam? (Lei Maria da Penha, “Lei da palmada”, o tal do “bullyng” nas escolas, a “doideira” em que se transformou o “politicamente correto” ECA; ou seja, direitos, direitos, direitos...sem deveres na mesma proporção. À nossa vista, chover no molhado. Bastaria se fazer cumprir o obsoleto Código Penal Brasileiro (1942), que ainda vige entre nós, na avaliação de diversos jurisconsultos. O mesmo raciocínio poderia se aplicar à questão da badalada “homofobia”, por exemplo.

    A Constituição Federal de 1988, conhecida como “Constituição Cidadã”, constitui-se de um compêndio regulador normativo superior a 1 milhão de leis, a maioria delas deferindo condutas acerca do exercício da cidadania [plena] no país, sem no entanto demarcar aquilo que deveria nortear os parâmetros a serem obedecidos para que se cumpram obrigações antes de se obterem concessões. Mais um instrumento de manipulação jurídica (e política) à serviço dos que “podem pagar” pela “liberdade” (mais um axioma a ser explorado pelos intelectuais do pensamento, os filósofos, que, ao que parece, estão fazendo greve. Ninguém mais quer aventurar-se em depurar as falácias institucionalizadas e protocoladas em nome da sociedade civil (des)organizada nos fóruns sócias.

    Apurando-a (CF 1988) atentamente, cinco ou seis artigos constitucionais (no máximo, salvo engano) instruem a sociedade sobre as obrigações para com os seus pares e instituições. Na prática, convivemos com uma anarquia intangível e delirante, numa palavra esquizofrênica.

    Pautas como estas vem entulhando as "gavetas" das comissões senatoriais, e a concorrida Agenda do Congresso Nacional de uma maneira geral, sem falar do tendencioso Judiciário brasileiro, que têm franqueado sua atuação a papeis "invertidos", justamente pela ineficiência dos "analfabetos" e corruptos legisladores. Em outras palavras, os membros da Suprema Corte vem assumindo funções análogas às funções legislativas (ouvi isso de um magistrado [desembargador] na TV Justiça.

    Aliás, eles próprios (os legisladores municipais, estaduais e os "endinheirados", porém ignorantes e despreparados deputados federais, em sua grande maioria, são vítimas da falta de instrução e educação qualificados. Alguns sequer conhecem os fundamentos orgânicos e ideológicos dos partidos que os acolhem e defendem. Quando eleitos, desconhecem até mesmo as precípuas características da função legislativa (como regimentos internos, estatutos de funcionamento das Casas Parlamentares, leis orgânicas, Planos Diretores de cidades e outros dispositivos alusivos à atividade jurídico-política nos Parlamentos.

    Por isso a má qualificação formativa do legislador brasileiro. Pergunta-se: causa ou consequência da educação que receberam? É preciso resgatar “instituição Professor”, (palavras da Presidenta da República em plena campanha eleitoral) em nome de uma nova (e anti-demagógica) “moralidade”. Caso contrário, jamais conseguiremos competir com a China. Senão vejamos: hora da entrada em sala de aulas dos garotos(as): 07h00; hora da saída: 17h00 / SIC. Se não for isso ( inclusive os horários), favor corrigir-nos. Resultados: invejável poder de poupança interna e crescimento econômico médio de 11% ao ano (dados do Willian Boner, no JN) e confirmado pela Revista do Mino Carta (Carta Capital). Prometo arranjar mais alguns dados, quando ler as notícias da Coreia do Sul (que coloca 240 mil engenheiros no mercado/ano). não entremos na questão cultural, pelo menos por hoje A Pauta precisa ser cumprida. Catei de um amigo jornalista muito bem informado. Todas as nossas fontes são checadas com antecedência de 24 horas. Afinal estamos na Era da Globalização.

   Ementário: (Só para concluir!)

    Proponho a criação de um Sindicato Nacional de Professores (proposta pelo Senador Cristóvam Buarque). Não possuímos um Sindicato Nacional...Precisamos "Soterrar o grosso da Lei 9394/96 e engessar a Era FHC". Nossa elite deslumbrada, míope e em certa medida, iletrada paga ao FH R$ 50,000,00 (cinqüenta mil reais) por palestra. Assim não dá!

    Precisamos federalizar TUDO... ENQUANTO NÃO SE DISCUTE (NO CONGRESSO) a Reforma Política. Do contrário, viveremos outra(s) "geração(ões) (década(s) perdida(s)".

    Parafraseando Guevara, “hay que endurecerse pero sin perder La ternura jamás”,  E como tem dito o ecumênico Cristóvam Buarque “É preciso fazer a REVOLUÇÃO PELA DA EDUCAÇÃO” (não vou citar partido político aqui)  Aste la vista!!! .

 

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Benevenuto vacilou

Por Antonio Siqueira



quando a segunda pele se apresenta

















      A sociedade elege como prioridades em sua vida saúde, educação e segurança, e as principais promessas dos políticos oportunistas são para essas áreas. Num contra-senso único, os profissionais dessas três áreas são os menos valorizados tanto no que diz respeito aos salários risíveis, quanto às condições de trabalho cada vez mais pífias. O Brasil paga um salários de 20 Mil Reais a juízes, na maioria das vezes, injustos e corruptíveis como crianças diante de um Play Station 3 e 6 vezes menos a um cirurgião. Não menos corrompível, mas de igual importância no contexto social, um Policial Militar ganha 20 vezes menos para arriscar-se diariamente a ser chacinado por meliantes que nunca perdoam se os identificam como tal;  Bombeiros Militares caçam malucos pelas ruas, resgatam cadáveres, arriscam-se a virarem churrasco em incêndios e tiram você das ferragens do seu carro por 860 Reais líquidos. Cabe uma reflexão? Evidentemente que sim. Mas o Cabo Benevenuto Darciolo vacilou...e feio!

      Benevenuto chamou a responsabilidade para si de forma brilhante no final de 2010 convocando as forças de segurança a discutirem formas de luta para obterem salários condizentes e condições dignas de exercerem suas funções. Esta é uma questão que não pode receber apenas ameaças de punições por partes dos organismos governamentais. No inicio do movimento, Benevenuto chamou as direções das seguranças publicas, não só do Rio, mas de vários estados da federação para discutirem a remuneração numa proposta comum e de forma adequada; o movimento foi desprezado...Os bombeiros, categoria da qual faz parte o jovem Cabo Benevenuto, paralizou suas atividades. Benevenuto liderou a invasão do Quartel Central do Rio de Janeiro; O Governador “Miliciano”, Sergio Cabral Filho, ordenou que o BOPE invadisse as instalações e atirasse, não respeitando as famílias desses bombeiros que lá estavam junto com eles. O movimento ganhou uma força popular jamais vista: Bandeiras vermelhas nas janelas de apartamentos, muros de casas e fitas amarradas em antenas e pára-brisas de automóveis por toda a cidade. Mas aonde errou Benevenuto? Ao sair do seu QG do excelente movimento SOS BOMBEIROS insuflando as forças de segurança da federação. Cabe uma ressalva; Errou moralmente, pois já havia uma logística obscura por detrás do movimento.

      O problema de “jovens revolucionários” como este rapaz é não conter seus ímpetos e suas ambições desmedidas. E convenhamos: Promover greve de serviços tão essenciais em época de carnaval e em cidades como Rio e Salvador é quase um tiro no pé. Além de mexer no coração da economia dessas duas cidades, detona uma ogiva de impopularidade, pois apesar de abominar o carnaval moderno e a forma que este tomou, tenho plena consciência de que boa parte do povão trabalha o ano inteiro na intenção desta misera semana momesca. Do ponto de vista jurídico, a questão não chega a ser complexa: a constituição proíbe no seu art. 142 §3°, IV, a sindicalização e a greve de militares. Bombeiros e policiais militares são também servidores públicos militares, não apenas pelo nome, mas porque são igualmente organizados nos princípios de hierarquia e disciplina, tal quais as forças armadas. Policiais e Bombeiros Militares são forças auxiliares e reserva do exército, como proclama o art. 144 §6º da Lei Maior. Encerrando, o art. 42 §1º da mesma Constituição da República declara textualmente que as disposições do art. 142 §2º e §3º, entre as quais a proibição de greve, aplicam-se aos militares dos Estados da Federação e do Distrito Federal. Daí as prisões com base nessas leis e Sergio Cabral correndo para a galera como uma espécie de 'Idi Amim Dada dos trópicos'. Benevenuto já havia concordado com o fechamento das ultimas conversações no que se referia aos salários, mas a imprudência ou necessidade de aparecer um pouco mais o fez delirar com um piso nacional de 3.500 Reais e com a instalação do caos. Não me surpreenderei se este rapaz eleger-se Vereador ou Deputado, Estadual ou Federal; Na Câmara, Na Assembléia ou no Congresso, ele irá comer no mesmo coxo dos mesmos porcos que desgraçam a Saúde, a Educação e a Segurança Públicas tão mencionadas nos discursos desses vermes nomeados e institucionalizados pelo seu voto que nada vale...Há tempos. Refletir é preciso, mas o show não pode parar. Que venha o carnaval!