segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Uma Breve História sobre o Movimento Preto Bloc


Uma visão geral do que há por trás dos
Homens e Mulheres de preto


Por Antonio Siqueira
@image:BerlimMorgenPost 

















   



         Eles não surgiram a partir das manifestações antiglobalização em 1999, em Seattle, ou das de Gênova, um ano antes. Sua origem é bem mais antiga e remonta aos autonomistas europeus do final dos anos de 1960, que queriam libertar-se da “ganância, violência e da imensa e inumana burocracia estatal”. Só através de uma abordagem mais completa de sua história poderemos entender por que esses ativistas de preto protegem as manifestações da violência do Estado.

         No final da década, a repressão estatal aos movimentos de protesto em geral acabou por provocar uma radicalização da esquerda italiana, que redundou na morte de Aldo Moro. O fato sangrento deflagrou mais repressão estatal e o fim da possibilidade da continuação de qualquer movimento da contracultura radical no país. Mas aquela movimentação não havia passado despercebida da juventude alemã, que iria vestir o negro em protestos dez anos depois da derrota dos autonomistas italianos.

          No país germânico, a juventude alemã enfrentava um problema na década de 1980: haviam ficado de fora do arranjo antirrecessão que protegia trabalhadores, desempregados sindicalizados, o empresariado e o sistema financeiro. As políticas sociais alemãs, tão elogiadas mundo afora, não foram suficientes para atender os problemas da juventude. O sistema de bem-estar social havia amparado bem a sociedade alemã durante a recessão da década, mas não havia empregos ou horizontes de independência financeira para o jovem alemão, que não conseguia sair da casa de seus pais. Nessa década, a então Berlim Ocidental apresentava um cenário urbano comum a muitos países desenvolvidos: a decadência no centro das cidades e a fuga da burguesia para os subúrbios. O Black Bloc nasceu envolvido numa atmosfera de violência e luta. As invasões de imóveis desocupados continuavam em várias partes da Alemanha. O Estado alemão, por sua vez, tratava a situação de dois modos: tentava cooptar parte dos autonomistas e oferecia a possibilidade de legalização para alguns, enquanto prosseguia com os despejos da maioria dos invasores. Cada despejo era seguido de uma nova ocupação e muita violência da policia estatal. A nova forma de militância e protesto emergiu e chamou a atenção da imprensa depois que a polícia alemã atacou brutalmente militantes ambientalistas na municipalidade de Gorleben, na Baixa Saxônia, que criaram a “República livre de Wendland“: um grupo de cinco mil ativistas pacíficos que decidiu ocupar uma parte queimada de floresta para “dramatizar suas posições” contra a construção de um depósito permanente de lixo nuclear no local. No dia 4 de julho de 1980, a polícia e os guardas federais de fronteira impuseram um rude final à curta experiência dos ambientalistas. A brutalidade da repressão contra um movimento pacífico desde seu início chocou os autonomistas (ou autonomen), que a partir daí conceberam a tática Black Bloc. Afinal, se a repressão foi tão massacrante contra pacíficos ambientalistas, o que seria de anarquistas radicais invasores de prédios? A ideia da tática surgiu da solidariedade entre movimentos distintos, mas igualmente radicais e voltados para a transformação da sociedade. Por isso até hoje a formação é empregada por diferentes movimentos. Pela partilha de agruras similares registradas na história, o Black Bloc protege manifestantes e protestos da ferocidade policial. Mesmo quando não são anarquistas. Compreende-se então que “Black Bloc" é uma forma de militância que rompe a problemática dicotomia entre ativismo não-violento praticado pela população e o terrorismo, guerrilha e sabotagem da elite.


Seattle: Black Bloc se engendra na destruição do distrito financeiro central.
O look inicial Black Bloc na Alemanha incluía capacete de motociclista preto, máscara de esqui, roupa (preta) acolchoada e botas com bico de aço. Aqueles que podiam levavam escudos e cassetetes. A formação Black Bloc conseguiu trazer força e solidariedade para os movimentos radicais na Europa, mas pouco a pouco alguns anarquistas entenderam que a tática já havia dado tudo o que poderia dar. Que a polícia já havia superado o choque inicial de ser recebida a cacetadas e coquetéis molotov.  Após a reunificação alemã, os movimentos oriundos da contracultura começaram a entrar na mira dos crescentes movimentos neonazistas. O que lhes retirou tempo para pensar e desenvolver alternativas de uma sociedade menos autoritária que a nossa. A ascensão da extrema-direita radical na Alemanha impôs um recuo inesperado ao movimento anarquista e a prática da tática Black Bloc na Europa. Nos Estados Unidos, desde os protestos de 1999 em Seattle, o os homens de preto tem tido presença constante nas manifestações populares no país.


        As redes sociais e as novas realidades em outros continentes ofereceriam novos “fronts” para esta forma de luta urbana solidária anos depois das primeiras críticas dos anarquistas ao Black Bloc feita antes do desenvolvimento da web. O tempo de mobilização da população popular diminuiu muito e a organização virtual leva o planejamento da ação à sua execução em muito menos tempo. Além disso, novas iniciativas populares de ativismo de mídia em base tecnológica, como a Mídia Ninja, ajudam a criar um novo ambiente de luta e protestos urbanos em que o indivíduo desorganizado, que não faz parte de nenhum partido político ou sindicato, tenha sua voz e sua vez nas ruas. Até por que, no capitalismo moderno as relações e descobertas políticas não têm o menor tempo para calcularem seus ganhos e perdas, rapidamente vem o capitalismo a cooptá-los. Até agora, me parece, não conseguiram com a tática black bloc. E não conseguiram porque se trata exatamente de uma tática, volátil e em certa medida inerte, que se comporta como meio para acirrar as disputas, denunciar uma conciliação falsa entre opressores e oprimidos sem ter como alvo a extinção da opressão. Provavelmente a violência estratégica dos Black Blocs não serve ainda a este propósito. Acredito que o receio dos ideólogos resistentes seja mais por notar em contraste a deterioração de suas saídas políticas que por uma crítica honesta.




No Brasil movimento esbarra na falta de informação, no desconhecimento e total ausência de semântica
anonymous brasil: lamentável!


              A ideologia Black Bloc baseia-se na proteção de manifestantes contra a brutalidade insana da Policia Estatal e questionamento da "ordem vigente". O que ocorre no Brasil é o oposto da ideologia germânica-européia. Aqui em terras tupiniquins, eles se manifestam contra o capitalismo e a globalização, de maneira errônea e sem critério ou tática pré-estabelecida. Está sendo mal interpretada e, muito pior, mal usada nas ruas do país; Alias, como tudo. O brasileiro tem um déficit de compreensão em relação à culturas estrangeiras que tenta copiar. Só que o Black Bloc não é um movimento cultural, é um 'movimento autonomista de proteção popular'. Não é moda... NÃO É MODISMO E SIM NECESSIDADE! Mas não aqui, onde tudo é feito "nas coxas". Aqui, contrariando a tudo e toda lógica, como sempre, quebram lojas, roubam pequenos e médios empresários, espancam covardemente servidores públicos e o símbolo máximo do “Movimento dos filhos do PT e das Elites”, é a máscara imbecil de Guy Fawkes, um fracassado que com toneladas de pólvora sob sua responsabilidade, não foi capaz de explodir o Parlamento Britânico em 1605, sendo assim torturado, enforcado e esquartejado depois de uma semana de intensa tortura e de assinar sua confissão admitindo a sua participação no movimento que ficou conhecido como “A Conspiração da Pólvora”. Com fins unicamente católicos, isto mesmo: a intenção era derrubar a Igreja Anglicana, somente e tão somente.  Enfim... É preciso que, antes de tudo, haja uma Revolução Cultural depois que nos livrarmos do PT e de todo e qualquer partido político atuante no Brasil! E que ainda aguardemos, esperançosamente, uns 70 anos para que as coisas mudem. Medidas como controle da natalidade, pena de morte a toda e qualquer modalidade de corrupção e EDUCAÇÃO + FORMAÇÃO + CAPACITAÇÃO em primeiro lugar. Antes de tudo, tudo, tudo; uma REFORMA EDUCACIONAL radical e severa. Talvez em pouco menos de um século, vocês terão uma CIVILIZAÇÃO razoavelmente justa e evoluída.


Fonte: GHDI 

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Com a palavra: Aílton Araújo



...dos absurdos

        Aílton Araújo



Arte: @antoniosiqueira








   





   





     Conseguir ingressos para visitar o Cristo Redentor,
virou uma tarefa para cruciferário.
O gênio Rodrigo Bethlem,que de santo não tem
nada,conseguiu transformar um dos maiores pontos
turístico do mundo,numa zona total.
A observância das leis é o prato prediléto
desse governo de mauricinhos da Barra
da Tijuca.

     Rodrigo e Eduardo Paes,
são criação do cientista louco César Maia,
que já entrou num açougue e pediu
um picolé. O desperdício de factoide é o tema
da gestão Eduardo Paes.

     Penso que até a copa do mundo
ele vai entrar com um projeto transferindo o pão de açucar
para a serra do Mendanha.
   
     Quanto ao Cristo: ele continua lá,com os braços abertos,
abençoando a cidade maravilhosa, apesar desse monte
de Mequetrefes...


terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

O diabo é o campeão de vendas

Deus no banco dos réus
Por Antonio Siqueira






   















     Uma mulher entrou na Justiça contra a Igreja Universal do Reino de Deus e conseguiu receber de volta seus dízimos. De acordo com uma publicação do jornal “Extra”, a mulher recebeu uma grande quantia de dinheiro após realizar um serviço e foi induzida pelo pastor a reverter o montante para a instituição religiosa. Pouco depois o homem fugiu da igreja, resultando em um processo de depressão na fiel, que ficou sem emprego e na miséria.

    O processo, acompanhado pela 5ª Turma Cívil do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) confirmou a sentença, determinada pela 9ª Vara Cível de Brasília. Nela, a Igreja Universal do Reino de Deus deverá devolver os R$ 74.341,40 doados à antiga freqüentadora, além de acrescer juros de mora de 1% ao mês.

     A doação foi realizada a partir de dois cheques compensados em dezembro de 2003 e janeiro de 2004. Entretanto, a mulher decidiu acionar a Justiça somente em 2010, quando sua situação financeira já estava seriamente prejudicada. Apesar de ter recorrido, a Igreja Universal do Reino de Deus não conseguiu cancelar a decisão. A igreja ainda chegou a afirmar que a mulher era uma empresária e que tinha rendimentos para poder se sustentar caso doasse o montante, na tentativa de se defender.

     E 1998, sorrateiramente e disfarçado de “fiel”, penetrei em um templo de absurdos desta igreja. Gravei, presenciei fatos perturbadores e entrevistei alguns obreiros e freqüentadores. Vi de tudo, até doações de animais de subsistência como cabras, vacas e galinhas, relógios, jóias como alianças de casamento, cheques preenchidos e assinados no ato e dinheiro em todos os valores possíveis em espécimes. Os pastores aliciavam suas vítimas em um ritual macabro de coação e extorsão, sob ameaça do produto mais consumido em quase todos os segmentos religiosos: O diabo. Sim, o diabo, do latim diabolus, por sua vez do grego diábolos, "caluniador", ou "acusador", também conhecido como, Satã, Asmodeu, Azazel, Belzebu, Tinhoso, 'Coisa Ruim', Cramulhão; Na teologia católica, especialmente Agostiniana, o Diabo é a representação de tudo o que Deus não representa: perversidade, apatia, tentação, luxúria, morte, destruição, com Deus representando a Luz que existe, e o demônio, as trevas, ou seja, a ausência da Luz. Referências Bíblicas: Isaías 14, Ezequiel 28 e Apocalipse 12. Este “senhor” é o maior produto de marketing do cristianismo, seja ele romano, luterano, anglicano... O diabo vende... E como vende!

    _Se você não pagar, o diabo te devora! 
    _Então Deus também está no "banco dos réus" e só lhe protege do demônio se você pagar um dízimo e, quanto maior este o for,  melhor a proteção? O que é Deus? Uma espécie de "miliciano das galáxias"?

      O dízimo nas religiões abraâmicas foi instituído na Lei de Moisés, estipulado para manter os sacerdotes e a tribo de Levi, que mantinha o Tabernáculo e depois o Templo, já que eles não poderiam possuir herdades e territórios como as outras tribos, não para livrar ninguém do diabo ou das maldições como doença e miséria que a eles são associadas. Historicamente eram pagos na forma de bens, e encontra suas origens no Sacerdócio Levítico judaico (Lv 27, 30-34). Por ser Cristo sacerdote segundo a Ordem de Melquisedec, ab-rogou o sacerdócio levítico com todas as suas as leis, dízimos e costumes, conforme narra São Paulo na Carta endereçada aos Hebreus (Hebr 7, 1 - 28). Citando consecutivamente a questão do dízimo nos versículos precedentes, São Paulo arremata: "Com efeito, mudado que seja o sacerdócio, é necessário que se mude também a lei" (Hebr 7, 12). E ainda: "O mandamento precedente é, na verdade, arrogado pela sua fraqueza e inutilidade" (Hebr 7, 18). Continuam deturpando as escrituras, essas que já saíram das cavernas do Mar Morto, sabotadas pelos mesmos fariseus que destruíram Jesus de Nazareth.

      Nesta experiência bestial, eu contei, exatamente,  87 menções ao Demônio.  A partir do séc. IV,  o Cristianismo tornou-se a religião oficial do Império Romano, a religião cristã se propagou com uma velocidade extrema. Muitos santuários e templos pagãos foram destruídos, e em seus lugares são construídos igrejas cristãs. Durante sua tentativa de arrecadar novos fiéis e destruir religiões inimigas, a Igreja Romana distorceu, não apenas o significado de tais deuses, como suas imagens e qualidades, associando-os a figuras de seres horrendos e maléficos. Deste modo, o que era tido como símbolos sagrados e benéficos para outros povos passaram a ser vistos como símbolos maléficos para a cultura cristã, associados à imagem do Diabo. E esta crença cresceu, tomou forma e vida na cultura humana. O luteranismo adotou a imagem do demônio em meados do séc. VI e talvez tenha sido uma estratégia para poupar os seguidores de Martin Lutero da inquisição. O problema é que, apesar da visão do demônio ser deveras metafórica em outros segmentos, não faltou quem a deturpasse, tirasse e continuasse tirando proveito deste fenômeno cultural; a luta constante contra o tinhoso. Lutero não era idiota, tampouco safado. Arrisco-me a afirmar que Deus é menos importante que a figura do "Cão" nestas igrejas. O diabo é um inimigo a ser batido, Deus é por si só o bem, ao menos teoricamente. Sem ter com quem lutar e paz celestial, o ser humano não dá lucro.

      A pena de morte deveria existir sim por aqui, para crimes deste tipo, crimes contra a fé e apoiados na miséria e na ignorância. E esta ignorância, aos poucos, vai destruindo o planeta humano, extinguindo valores, sentimentos e GENTE.



domingo, 3 de fevereiro de 2013

Para depois da quaresma






 
Impressões Cretinas

      Por Antonio Siqueira


A Vampirologia Moderna

      O Senado elegeu o Renan Calheiros para a presidência da casa pela segunda vez e em seu discurso de posse, este declarou: “José Sarney é um visionário”. Não demora e teremos de construir pirâmides para sepultar esses “visionários”, isto se estes um dia, vierem a morrer.

       Renan Calheiros, Senador do PMDB da República das Alagoas, foi afastado da presidência do Senado Federal em 2007 por roubar dinheiro público para sustentar uma jornalista periguete que, inclusive, aproveitou a fama repentina de puta de luxo para posar nua para Playboy. Renan pagou até cirurgia plástica para a moça, jornalista que resolveu trocar de profissão, haja vista que a mais antiga, bem usada, seria mais rentável. A lista não é pequena: a compra de rádios em Alagoas, em sociedade com João Lyra, em nome de laranjas, o ganho com tráfico de influência, junto à empresa Schincariol, na compra de uma fábrica de refrigerantes, com recompensa milionária, o uso de notas fiscais frias em nome de empresas fantasmas (encaixa-se aí o falso álibi dos bois “vendidos” para a compra de uma casa para a vaca em questão), para comprovar seus rendimentos, a montagem de um esquema de desvio de dinheiro público em ministérios comandados pelo PMDB; e a montagem de um esquema de espionagem contra senadores da oposição ao governo Lula.

      O Senado da República Federativa do Brasil lembra e muito o Senado Romano, especialmente na era Juliana. Todo tesouro público da, ainda República Romana, era desviado para as orgias nauseantes da aristocracia e da nobreza decadente. Ter duas ou três putas à disposição ou rapazes, geralmente escravos bem dotados, era regra na putaria generalizada do Fórum da Roma dos anos 38 AC. Com o golpe de Augustus sobre seu triúnviro, e sua conseqüente ascensão a Princeps, O Primeiro Cidadão, a moral e a administração das finanças públicas foram regularizadas e viraram lei. Durante os primeiros séculos da História de Roma, a construção do direito esteve nas mãos dos sacerdotes, ou seja, dos pontífices. Eles foram os responsáveis por definir o comportamento social dos ‘patres’, isto é, dos chefes das gentes, das famílias extensas que formaram os primordiais núcleos sociais da Roma Antiga. Um prato feito para a tirania, a corrupção e devassidão que tomou conta da velha Roma. A história se repete com força por aqui, muitas das leis que temos são do tempo do Império Luso, do Brasil Colonial, escravagista e agrário.

      Corrompe-se no mundo todo, mas no Brasil as coisas estão ganhando contornos trágicos para o quadro social, pois tudo se ”arranja” com um chorinho, com um trocado. Você se livra de uma blitz policial com uma nota de 20. E este Governo que aí está nada pode fazer por falta de adendo moral. Lula, por si só, desgraçou o que restava de decoro e autoridade ao PT. Resta ao povo dizer NÃO, mas como? O carnaval está aí.
Quem sabe, depois da quaresma, alguém se toca.



"A corrupção de um é a geração de outro."
(Dante Alighieri)





quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Passo Piraju é barbárie consentida pela FUNAI



ATENÇÃO: PEDRO RIOS LEÃO, ÚNICA TESTEMUNHA NÃO INDÍGENA NA ALDEIA DE MATO PIRAJU DENUNCIA O ESTUPRO DE UMA ÍNDIA POR HOMENS NO CARRO DO PREFEITO IGUATEMI


"NOTICIAS DO MS....

Pedro Rios Leão
"Opa, desculpa sumida. Estou imerso há 3 dias na aldeia de Passo Piraju, sou o único branco no lugar e não consegui acessar a internet, estou tentando conseguir uma antena para estender meu contato até lá. O clima é muito tenso, o despejo foi decretado. Sexta feira, enquanto o latifundiário Gino Ferreira, ex-vereador, cobrava o despejo, uma índia em pielyto kwe foi espancada e violentada enquanto transitava para fora da aldeia. Ela estava em um carro com outros índigenas e foi a única que não conseguiu escapar. A caminhonete que interceptou o carro pertence ao Zé Roberto, prefeito da cidade de Iguatemi.
O deputado Fernando Gabeira esteve em Dourados e queria visitar Passo Piraju e Pielyto Kwe, foi impedido pela própria FUNAI que também impediu que as lideranças indígenas chegassem perto do deputado.
O clima é de barbárie total e a minha presença incomoda e muito os fazendeiros.
Ah, e os pistoleiros não são meros capangas de fazendeiros, são empresas de segurança privada barbarizando com a constituição e assassinando os índios a sangue frio com as bençãos da polícia civil, muitas vezes com livre acesso a todos os terrenos por usar viaturas da polícia civil. Empresas como SEPRIVA e GASP. Eu estou trabalhando muito junto a aldeia e não tenho mais como articular com o pessoal de fora, mas por favor, não deixem de trabalhar. Está muito muito obscura a situação no mato grosso do sul. A FORÇA NACIONAL TEM QUE REMOVER OS FAZENDEIROS DO TERRITÓRIO INDÍGENA.

Consegui analisar alguns documentos, entendo a urgência que muitos que me acompanham esperam mas a informação necessária é simples: está acontecendo um massacre, e nem a demarcação resolve, porque os fazendeiros não cumprem, matam, estupram, roubam, aterrorizam, e não são punidos, e a própria FUNAI tenta encobrir os absurdos. O governo federal tem que mandar proteção urgente para os índios e mesmo a minha vida corre risco enquanto eu estiver aqui registrando.

É preciso que continue a se forçar uma atitude do governo federal, que na era Lula deixou matar bem mais lideranças indígenas do que no governo do nefasto FHC. (podem pesquisar, eu juro que não é implicância minha) Assim como na reforma agrária foi mais latifundiário que os Tucanos. Esse é o preço da parceria com Sarneys e Barbalhos. Eu peço, para a própria base petista, para que tome uma providência. Que peça ação urgente por dentro do partido.

E amigos, não me deixem ser o único "Caraí" no fogo cruzado. Pressionem os jornalistas, os deputados, quem puder. Está assustador. Se acontecer alguma coisa comigo, a culpa é do PT."
Enviado por Pedro Rios Leao.

Pedro é um dos membros efetivos do Tribunal Popular....ele é mais um dos TPs ameaçados por tentar defender os direitos constitucionais dos arts 5°, 231 e 232 da nossa carta magna...."


quinta-feira, 26 de abril de 2012


A Ética que nunca nasceu

   Por Antonio Siqueira



   
















     

      Definitivamente... Que assim seja, é o que espero: Não existem BOAS INTENÇÕES quando o assunto é POLÍTICA! A verve de cada um é cruel demais aos olhos mortais comuns. A partir de um documentário produzido pelo pessoal do João Moreira Salles, vazou esta “preciosidade”. Politicagem à moda antiga, ou seja, bem aos moldes maquiavélicos do Novo PT.

     Como perguntara Caetano numa canção aparentemente despretensiosa que homenageava sua antiga banda, ou melhor, sua “A Outra Banda da Terra” que o acompanhou nas décadas de 70 e 80: “Brasil, mas quem pariu tal gente?”. NÓS PARIMOS! Somos os culpados hediondos por esta cafajestada ainda infestar as instituições do nosso país, doa a quem doer.

      Este vídeo foi-me enviado via e-mail por um jornalista amigo e combativo há exatamente 4 anos, depois virou febre em mensagens em massa. Vasculhando meus arquivos mais antigos, o reencontrei. Jeremias escreveria em certa feita: "Assim diz o SENHOR: Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do SENHOR!" (Jeremias 17 : 5). Isso seria um conselho de Deus para com a humanidade. Se confiarmos em planos humanos estaremos virando as costas para os planos de Deus e suscetíveis à corrupção dos infiéis.
Malditos somos todos nós que elegemos esses vermes. Que Deus nos proteja desses canalhas!


Não se deve confiar em calhordas




domingo, 1 de abril de 2012

Considerações sobre o bullyng e homofobia no Brasil


Preconceito
        Essa situação será sempre muito complicada para qualquer agente público (ou privado) atuante em secretarias de educação, delegacias de polícia, ministérios públicos, Itamaraty, Casa (s) Civil (is), parlamentos municipais e estaduais, Congresso e Senado Federal brasileiro. Espinhoso demais, pelo fato de sermos um país recalcado, pouco instruído, inculto, precipuamente preconceituoso, historicamente influenciado pela "opinião publica 'externa' " (efeito demonstração) e constituído de uma elite mal-resolvida [sexualmente, diria].

     Em países já evoluídos (cientificamente), estes temas sequer são citados. A própria formação dos cidadãos já dão contas da problemática, pois a casuística empregada já considera variantes da percepção humana diante das diferenças comportamentais, do ponto de vista religioso, por exemplo. Quando se sedimentam ideias  pré-concebidas acerca da práxis individual, carreia-se para o campo das digressões teóricas e"empurram com a barriga" até que a própria cultura política dos grupos envolvidos resolvam o conflito (ou não!).  Há de fato o compromisso diante do ideário cultivado pelo cientificamente aceito e certa devoção ao senso crítico acerca da opinião alheia, respeitada a moralidade e o contencioso entre os grupos. Ironicamente, esses expedientes e concepções teóricas estão presentes nos trabalhos do [antropólogo] funcionalista Darcy Ribeiro, a partir e estudos realizados nas tribos indígenas Brasileiras e em obras de natureza semelhante escritas por Guilles Deleuse e Félix Guatarry (O Anti-Édpo), aplicados pari passu nos apontamentos das unidades escolares da Educação básica francesa, por exemplo.


Covardia
   Jamais ocupam palanques com proposituras que não estejam na ordem do dia, ou seja, que seja considerada relevante para a estratégia adotada pelos Estados para a edição de medidas de controle sociocultural onde as mídias desempenham papeis decisivos. Em outras palavras: Essas sociedades "estudam" ética e cidadania com os ingredientes disciplinadores da estética comportamental e dos fundamentos filosóficos que norteiam a condução da própria vida comunitária (sentimento de nós). Aqui faltam, por exemplo, estudos sobre Filosofia, extirpado do Curriculo pela Lei 9394/96, pelo ex-professor FHC, infelizmente.

 
                 Agora tornou-se inevitável os reflexos desta verborragia emanada pelas recalcadas minorias, e que, despertará a ambiência fronteriça presente em todos nós judeus e cristãos (principalmente). Ainda bem que me julgo ecumênico. Aceito a todos os credos e opções, incluindo a sexual. Se começarmos agora uma campanha reeducadora da sociedade a partir das crianças, nas próximas três décadas teremos outra pauta e não precisaremos falar de um assunto intangível como esse.
Boa sorte aos homens de boa vontade e aos infelizes professores do Brasil.

          Por Abisai Leite – Professor SEEDUC-RJ